O GRAACC dedica-se ao tratamento do câncer em crianças e adolescentes de classes sociais menos favorecidas. Oferece também apoio a pacientes e familiares, envolvendo atividades como assistência psicológica, complementação alimentar, educação e auxílio transporte. Em 18 anos de experiência, o GRAACC conseguiu uma taxa média de cura de cerca de 70%; percentual semelhante a instituições de países desenvolvidos.
Há muitas formas de contribuir com o GRAACC e com o combate do câncer infantil. Uma delas é se tornando um doador de plaquetas. Pessoas com idade entre 18 e 65 anos e com peso acima de 50 kg estão aptas a ajudar.
A coleta das plaquetas é simples e feita pelo Hemocentro do Hospital São Paulo, parceiro do GRAACC. O posto de coleta está localizado à Rua Botucatu, 620 – Vila Clementino e as doações podem ser feitas de segunda a sábado, das 8h às 17h.
Ajude nossas crianças a vencer o câncer infantil!
Seja um doador de plaquetas.
Para participar deste clube de amigos do GRAACC, basta enviar um e-mail para graacc@graacc.org.br, com seu nome e telefone, que entraremos em contato quando precisarmos. Sua doação irá ajudar no tratamento de três a quatro crianças atendidas pelo GRAACC.
Qual a importância do sangue?
O sangue é responsável pelo transporte de substâncias vitais para todos os órgãos do corpo. O mais importante é o oxigênio. Nosso sangue é composto de plasma, glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.
O que são plaquetas?
As plaquetas são componentes do sangue fabricados pela medula óssea responsáveis pela coagulação, ou seja, têm como principal função coibir os sangramentos.
Qual a importância das plaquetas?
O paciente que não produz plaquetas devido a uma doença da medula óssea, ou ao uso de medicações que inibam sua produção, ou desenvolvam alguma doença em que o funcionamento das plaquetas é precário corre risco de hemorragia, que pode levar à morte se não for feita uma transfusão plaquetária.
Por que o GRAACC precisa de doadores de plaquetas?
Pessoas que estejam em tratamento quimioterápico ou tenham realizado transplante de medula óssea, como muitos pacientes do GRAACC, podem desenvolver plaquetopenia, que é o resultado de uma produção ineficaz de plaquetas. Por não possuírem plaquetas, esses pacientes podem apresentar sérios sangramentos e, por isso, precisam receber transfusões freqüentes de plaquetas até que o organismo se recupere do tratamento e passe a produzir suas próprias células coagulantes.
Como as plaquetas são doadas?
Há duas formas de coleta de plaquetas: a coleta habitual e a coleta por aférese.
Na coleta habitual é retirada uma quantidade padrão de sangue: cerca de 450ml. Após a coleta, a bolsa de sangue é encaminhada para o fracionamento, onde é separada em 4 componentes: concentrado de hemácias, plasma, plaquetas e crioprecipitado (fatores de coagulação). As plaquetas são armazenadas a uma temperatura de 20 a 24 °C, sob agitação constante por 3 a 5 dias.
Na coleta por aférese (palavra grega que significa separação) acontece o processo que permite separar plaquetas do sangue. Através dela, o sangue retirado da veia de um braço passa por um equipamento especial que retém cuidadosamente parte das plaquetas para ser devolvido, em seguida, à veia do mesmo braço. O doador senta em uma cadeira ao lado de um aparelho de separação de sangue. Cerca de 30 mil plaquetas são coletadas nesse processo. Ao mesmo tempo, o sangue que sobra, glóbulos vermelhos e plasma, retorna ao corpo do doador.
Porque escolher a coleta de aférese?
A vantagem da aférese é que o volume coletado por esse processo é maior, beneficiando um maior número de crianças e adolescentes e tornando a procura por doadores menos exaustiva aos bancos de sangue.
Uma doação por aférese contém oito vezes mais plaquetas do que numa doação tradicional. Então, em vez do paciente ser transfundido com plaquetas de oito doadores, através da aférese é necessário apenas um doador.
Quanto tempo demora a doação?
O processo de doação por aférese leva, em média, de uma a duas horas.
Como são mantidas as plaquetas?
O concentrado de plaquetas coletado pode ser mantido em estoque, no máximo, por cinco dias.
Como o corpo recompõe as plaquetas doadas?
Durante este processo, a máquina coleta 10% das plaquetas circulantes no organismo do doador. A medula óssea do doador facilmente repõe esta quantidade de plaquetas, e as doações por aférese podem ser repetidas a cada 48 horas sem prejuízo ao doador.
Quantas vezes um mesmo doador pode doar suas plaquetas?
Uma mesma pessoa pode doar suas plaquetas quatro vezes por mês e 24 vezes por ano.
A doação por aférese é segura?
A doação de plaquetas por aférese é segura, não oferece risco ao doador, pois todo o material é estéril, individualizado e descartável. Não há risco de se contrair qualquer doença.
Requisitos para a doação de plaquetas
- Boas condições de saúde e com ótimas condições de veias
- Sorologia recente para Hepatite, AIDS, Chagas, Sífilis e HTLV (podem ser realizadas no próprio hemocentro antes da doação
- Idade: entre 18 e 60 anos
- Peso mínimo 50kg
- Já ter doado sangue pelo menos uma vez na vida
- Evitar alimentação gordurosa e bebida alcoólica, pelo menos até 12h antes da doação. Não é necessário jejum.
- Sono: no mínimo 6 horas antes da doação
- Apresentar RG ou documento equivalente com foto
- Medicamentos: evitar uso de antiinflamatórios (ácido acetil salicílico, diclofenaco)
- Disponibilidade de horário na data da doação e telefone para contato
- Contagem de plaquetas antes de a doação ser efetuada (realizada no hemocentro)
Por que é preciso doar sangue antes de doar plaquetas?
A doação de sangue prévia é recomendada, para que seja verificado se o doador apresenta veias de calibre adequado para a doação por aférese. Além disso, permite a obtenção de resultados negativos e recentes dos testes de triagem sorológica, minimizando a chance de perda do produto coletado por alteração num desses testes.
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