60º Aniversário de Israel

Uma jornada de retormo para as mekorot, que começou com uma visita do Shlomo Gronich ao Beit Tfilá Israeli
É difícil descrever o que me está acontecendo desde que comecei andar por esta trilha. Tudo parece confuso mas, por outro lado, as coisas parecem se esclarecer”.
Em algum lugar há um navegador que sabe exatamente o que acontece, como uma força grande que me dirige e me causa calafrio. Das fontes é um capitulo que eu passo, onde me encontro há um tempo – eu, uma pessoa secular que esta passando por um processo de purificação, um encontro maravilhoso com a minha identidade judaica”.
Com essas palavras Gronich escolheu descrever o seu processo criativo nesses últimos três anos, um processo que começou com o nosso pedido a ele para colocar música nas tfilot do Beit Tfilá Israeli, com o objetivo de renovar a música do Beit Hakneset e criar uma liturgia israelense, que chegou à maturidade com o novo CD de Gronich e o show que o acompanha.
“A conexão com Deus fortaleceu-se nesses últimos três anos, quando Gronich recebeu o pedido de um amigo religioso para colocar musica à Tfilá de Shacharit de Shabat. “Ilu Finu”, que lhe fez sentir uma vivência mística. “Eu não sei que palavras usar para expressar a força dessa experiência - é mais forte que qualquer coisa que fiz com musica até hoje. Que bom é não ter que usar palavras STAM é poder criar com palavras tão significativas. A música saía sozinha, como se tivesse aguardado que eu a tirasse de mim. A tfilá provocou uma erupção de um vulcão que fervia em mim há anos”. (Yediot Achronot, Shiva Yamim 28.3.2008).
Eu tenho que reconhecer que estou surpreso e também me sinto honrado com a descrição de “religioso” e “amigo” que o Shlomo me dá na reportagem e, além disso, fico muito orgulhoso e agradecido por ter tido a oportunidade de ser a primeira pessoa a levá-lo a se dar todo nesse projeto tão importante.
As duas primeiras músicas que o Gronich fez nesse projeto foram escolhidas por ele mesmo do sidur provisório do Beit Tfilá Israeli (a gente pediu uma , ele fez duas). Levou só dois dias para ele faze-las. À noite ele me ligou e disse que já tinha duas tfilot prontas (“Zamru” e “Barech Aleinu”) e ele queria mais.
Qual é o texto no qual você mais gostaria de colocar música? me perguntou. Imediatamente lhe mandei um fax com a tfilá de agradecimento decisiva para mim, “Ilu Finu Male Shirá Kaiam u leshoneinu shira kehamon galav...”no outro dia de manhã Gronich nos convidou para irmos à sua casa para escutar as três músicas. “Ilu Finu” foi para ele uma represa que se abriu e deixou uma tempestade de criatividade fluir até os textos antigos.
O encontro de Gronich com o Beit Tfilá Israeli foi significativo não só para ele (a mulher dele lhe disse que as músicas para os textos das tfilot que ele fez são bem a cara dele, mais do que qualquer outra música que ele tenha feito na vida), mas também para nós.
A maravilhosa música para o “Ilu Finu”, “Ki beiti Beit Tfilá”, “Zamru”, “Barech Aleinu”, a malandragem de “Moshe kibel Tora me Sinai” e outros nos deram mais uma prova de que podemos rezar não só em hebraico, mas também em “israelense”. Shlomo Gronich nesse projeto e nessa parceria com o Bei Tfilá Israeli abriu uma porta significativa e ampla à criação litúrgica local de qualidade, cheia de neshama. Não tenho dúvida nenhuma de que vamos continuar cooperando com ele e com outros músicos no futuro para continuar renovando.
O novo CD do Gronich chegou ao quarto lugar dos best sellers nas lojas de música, porque ele é significativo não só para o publico religioso e tradicionalista, mas para todo Israel. A genuinidade dele chega ao coração de todos.
Esse é mais um ganho dessa parceria entre nós e o Gronich. A mistura entre os textos do Tanach e o Sidur e o KISHARON e a neshama musical de tal artista converteram-se em algo significativo na cultura musical israelense, e isso não sou eu que falo, mas os melhores críticos de música, como Chanoch Ron e Yoav Kotner:
“O canto-choro-tfila que sai do mais profundo da alma, o grito de dor, quase choro, o violino judeu, já então o Gronich criou uma mistura única de rock underground com música clássica, chassídica, oriental” – Yoav Kotner.
“...Gronich converteu todas as suas maravilhosas músicas –as novas e as velhas- em tfilá...israelense...ele é o nosso grande KISHARON melódico”... Chanoch Ron, Yediot Achronot.
Eu me lembrei do nosso primeiro encontro com Shlomo, três anos atrás, quando pedimos a ele para fazer esse tour, e é difícil acreditar que essa conexão chegasse tão longe. Brachot para Shlomo, e muito obrigado pela incrível criação, e brachot para nós, todos os membros do Beit Tfilá Israeli, que conseguimos começar esse processo tão importante, reencontrar um talentoso músico israelense com os textos que nos emocionam tanto e contribuir um pouco com esse mar de criação judaica-israelense renovadora dos nossos dias, onde a gente é um modesto , mas ativo contribuinte.
Esteban Gottfried
Beit Tfilá Israeli