Como é vista a pratica de esportes no Shabat de forma amadora?
E profissional? (Moises Baum)
Respostas
O corpo é moralmente neutro e potencialmente bom.
O corpo não é nem bom nem ruim. Ao invés disso, as suas energias, assim como as nossas outras faculdades são moralmente neutras. Mas elas podem e devem ser usadas para propósitos divinos como definido pela lei e tradição judaica. Dentro desses limites, os prazeres do corpo são dados por Deus e não devem ser evitados, porque fazer isso seria um ato de ingratidão em relação ao nosso Criador. O corpo, em outras palavras, pode e deve nos dar prazer contanto que esse prazer nos permita viver uma vida de santidade.
Aqui o Judaísmo difere notavelmente tanto do ponto de vista secular do corpo por um lado e do cristianismo pelo outro. Apesar de que o atletismo nunca tenha sido valorizado na cultura judaica como era entre os gregos, os rabinos não se opunham a esportes que tinham o propósito de exercício físico ou como parte de um treino militar, porque em ambas estas colocações a atividade física contribui diretamente para preservar a vida e a saúde.
Além disso, durante o último século, um certo número de rabinos chegaram a recomendar o exercício físico ativo. Esta nova aceitação do atletismo origina-se em parte da nova apreciação da importância de manter a saúde devido ao vasto estilo sedentário de muitos no mundo moderno. Além disso, para muitos rabinos e judeus voluntários, o novo interesse em esportes é uma expressão do auto-positividade que há no movimento sionista.
Assim é permitida a pratica de esportes no shabat após a participação na sinagogoga como maneira de lazer,desde que não seja esporte competititivo e o trenamento não seja de atleta profissional. Claro que os esportes não devem se tornar todo o foco da nossa vida; o tempo deve ser dedicado para o estudo, trabalho, família e comunidade.
Já que , o propósito de se envolver em esportes não deve ser o auto-enaltecimento mas sim a saúde física e mental, a camaradagem, e a boa diversão que vem dos esportes. Mens sana in corpore sana.
Rabino Adrian Gottfried
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