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HEALING . depoimentos .

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Depoimentos

Eu me chamo Márcia Friedenbach, sou mãe de Liana. Acho que atravéz da mídia muitos de vocês já sabem sobre esta tragédia; mas sobre isto eu não tenho condições de falar nada. Como falou o Rabino Adrián Gottfried, diante de tantos fatos somente o silêncio. Sinto-me muito grata por estar respeitada neste sentido, e por hora, estarmos “cantando” juntos, tem sido uma benção, um oásis no meio de tanta aridez.

“Ainda criança, Rabi Vorst foi enviado a um campo de concentração onde perdeu a mão e um irmão. Em 5736 (1976) um dos seus Filhos Pequenos morreu atropelado. Rabi Vorst tentou por retratar escrito seus sentimentos de luto e pensar, e os pensamentos que se seguiram levaram-no a concluir que deveríamos sempre cantar até em momentos de grande tristezas.”

Quero dizer o quanto me senti acolhida pela comunidade, pelo grupo de HELING, em especial a Esther Amarante pelo seu carinho, sensibilidade e bagagem pessoal com que tão bem soube me receber num momento tão delicado e frágil.

Bom gostaria de contar como foi o meu caminho até aqui. Estava em dezembro um mês depois do ocorrido, e eu me sentia em meio a um terremoto, quando um amigo, Lucia Chermont, me deu um folheto de HEALING, cujo tema naquele mês era justamente... “Leve o tempo necessário para viver o luto pela perda de alguém tão querido”.

(Anne Brener)

Este texto veio no momento certo, mostrando a possibilidade de vivenciar o luto, resgatar espiritualmente e me fortalecer emocionalmente com o apoio de um grupo, dessa forma comecei a enxergar uma luz no fim do túnel.

“...” Aqueles que oram por coragem, para suportar o insuportável, em agradecimento ao que lhes foi dado frente ao que lhe foi tirado, estes freqüentemente tem suas orações atendidas”.

Harold s. Kushner

Perda
“Quando alguém que amamos morre, uma parte de nos morre junto. Não há palavras profundas o suficiente para descrever esse momento de tristeza. Ficamos fisicamente feridos quando alguém que amamos morre. Não sabemos como seguir em frente. É preciso tempo e muitas lágrimas para aceitar a morte de um ente querido. Você encontrara grandes confortos no ombro das pessoas que já passaram por isso que você esta passando agora. Serão seus amigos, familiares e até mesmo pessoas que você não conhecia. Todos estamos conectados em nossas dores e tristezas.”
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“Quando alguém que se ama morre, uma parte de você morre junta.” “Por mais que a pessoa amada não pertencesse a você, seu coração pertence a ela.” “Vocês eram parte um do outro.” “Há uma ferida dentro de você.” “É tão real quanto o vazio que o cerca.” “Você se pergunta como poderá caminhar em um mundo que não traz mais as pegadas da pessoa amada.” “Você se perguntara como o mundo pode seguir em frente quando o seu mundo parou.” “Você se expressará na linguagem das lagrimas, enquanto seu coração tentar compreender o que não se pode entender.” “O amor trará conforto. As pessoas que já sentiram essa dor que você sente agora estarão do seu lado.” “O sol continuará conforto. As pessoas que já sentiram essa dor que você sente agora estarão do seu lado.” “Você Dara inicia a um ritual sagrado e diário de lembranças.” “Sua dor se tornará sua companheira a parte de você que é forte e profunda.” “Em seu sofrimento você passará pelos maiores desafios de sua vida.” “Para ser capaz de aceitar o que a vida lhe dá e o que a vida lhe tira.” “E ser capaz de aceitar os mistérios que são parte da vida.” “A paz virá cobrir os seus dias, a paz virá.” “A paz pode vir na luz da manhã que brilha pela janela.” “Como tempo o véu da tristeza será removido.” “E você saberá que esse amor que compartilhamos é um presente eterno, precioso e sagrado.” “Esse amor vive para sempre.”

Susan Squellate Florence


Palavras jorram: re-conexão, possibilidade de fazer o bem, sensação de ser amada, respeitada.... conteúdo em vez de forma... desafio... fazer diferença... Cheguei a esse grupo em meio a um processo de busca espiritual, perambulava pelo zen, buscando... e uma pessoa que me é muito cara, me falou de um tal grupo de healing da Comunidade Shalom. Vim pensando em auto-cura e meditação. E descobri um mundo... não sei explicar bem, a acolhida desde a primeira vez como se eu fosse amiga antiga, a abertura para a participação e a sintonia religiosa me propiciaram uma pertinência como há muito, muito, muito tempo eu não conhecia. Percebi que havia ganho um tesouro, a reaproximação do judaísmo, e mais ainda, um judaísmo que me concedia o espaço de atuação, uma releitura mais abrangente que me abria portas... O dar e o receber neste grupo criam um círculo ininterrupto, criando um bem-estar maravilhoso. Cura física? Ainda busco, mas o healing, ah, o healing... me sinto plena, agradecida e pronta para dar...


Lica Tal

Eu me tornei Campeão Brasileiro no ano passado em Adestramento Paraolímpico ( olha a propaganda!!!!!risos). Fiquei muito feliz por isso , não só pelo título que conquistei, mas porque pela primeira vez , em 37 anos, eu fora campeão em alguma coisa!!!!! Eu, aquele rapaz que ao 19 anos se deparou com uma doença progressiva, e até o momento sem cura. Sim, fiz uma faculdade me tornei um profissional da área da saúde (psicólogo). Mas eu nunca encarei isso como uma conquista minha!!! Eu mesmo, sempre olhava para mim com um olhar preconceituoso, de pena , de coitadinho, etc..... Pela primeira vez eu fui Campeão em algo! E ainda mais, montado um animal de no mínimo 700kg, que podia me derrubar a hora que bem quisesse. Mas eu consegui dominar a meu medo e a ele, um cavalo!!!! Um animal dito irracional, mas de uma sensibilidade enorme. E eu, quando neste animal, posso trotar, galopar, enfim me vejo com um "centauro", pois eu corro com as pernas dele!!! Quanto estou montado, somos um só. Um só ser!!!!! Pois bem, esta foi mais uma mudança em minha vida, que pode ser encarada como amadurecimento, volta da auto-estima etc..... Mas com essa mudança, veio a vontade, a confiança em mim, o querer ajudar ao próximo. Como? Eu ouvi várias vezes na sinagoga, comentários sobre o Healing, mas nunca havia me interessado em participar. Até que então, a hora chegou. E comecei em janeiro deste ano (2004) a fazer parte do grupo. E mesmo estando no meio de pessoas, que em sua maioria, eu nunca havia visto, eu me senti bem, pois a "energia" que paira neste grupo, é muito boa. E uma coisa que notei, e que me atraiu mais ainda, é que você fazendo parte do grupo, vc já esta, só por estar no grupo, recebendo healing!!!!! E todas as "transformações" pelas quais estou passando e vivendo, com o Grupo de Healing, parece que ficaram mais intensas, é como se a "energia" que paira pelo grupo, é um agente catalisador positivo de crescimento, auto-conhecimento, auto-estima, resumindo de coisas BOAS!!! Bom, acho que mais ou menos deu para ter uma idéia de quem sou eu e do que a Comunidade Shalom e o Grupo de Healing significam em minha vida!!! Um grande abraço.
Daniel Loeb


Depois de uma cirurgia, fui visitado por uma dupla de participantes do Grupo de Healing e me senti muito bem com a visita. Além de conversarmos sobre minha saúde, tivemos a oportunidade de rezar o Mi Scheberah. Isto me tocou muito. Também recebi o “kit visita” o qual conservo com carinho. Como decorrência da visita, visitei o grupo para agradecer e conhecer suas atividades. Gostei do que vi e comecei a participar das reuniões. Nesse tempo que estou no grupo, pudemos crescer muito tornando-nos um grupo muito unido e, para mim, tem sido uma forma fascinante de vivenciar o judaísmo. Um judaísmo vivo, vibrante e muito humano. A participação no Grupo de Healing tem me oferecido oportunidade de aprender muito, aprofundar contatos, descobrir pessoas incríveis, me integrar com a minha comunidade e estar cada vez mais em contato comigo mesmo, me tornando cada vez mais inteiro.
David Carlessi

A minha decisão de participar do Grupo de Healing e Bikkur Holim da Comunidade Shalom foi tomada no momento em que soube de sua existência,numa sexta-feira de Shabbat, por meio da Esther. A partir de minha experiência familiar, sabia o quanto era importante para um doente sentir-se acolhido, pertencente, querido e ouvido. Ao mesmo tempo, minha busca pessoal me levava a querer um judaísmo mais vivo, mais participativo. O healing me pareceu então um caminho. À medida que fui participando, percebi que essa vivência é muito mais rica do que imaginava. Todos nós precisamos de healing, de auto-healing, para curarmos nossas feridas e cicatrizes. Fazer visitas, rezar o Misheberach é uma experiência que emociona quem está sendo visitado e a nós mesmos. Saímos de uma visita extremamente agradecidos por estar ali. Fazer visitas, estudar sobre o healing, tem feito com que a minha experiência de auto-conhecimento e conhecimento do outro seja forte e profunda. Faz com que me sinta inteira e pertencente a uma comunidade viva.
Mariam Caro Dimitri

Fui convidada por uma amiga, assim, me pegou pela mão e disse “Vamos pra Shalom”. Cheguei como quem não quer nada e vi um grupo de mulheres bonitas, fortes, inteligentes e determinadas. Analisando uma por uma no momento da apresentação fui descobrindo um pouco a personalidade de cada uma e ficando cada vez mais deslumbrada com o grupo. Mulheres firmes e decididas com um coração aberto e transbordante e de um calor humano fantástico. Na reunião foram aparecendo palavras em hebraico que eu já tinha ouvido falar, mas não sabia direito o significado que foram entrando no meu coração, na minha alma. Primeiro, Bikur Cholim, onde mesmo já ouvi antes? Mi Sheberach, uma prece de profundo significado, mas que eu nunca tinha rezado antes. Aos poucos fui sentido e aprendendo que estava no lugar certo, que solidariedade existe, que a gente tem uma força interior que precisa vir à tona e que juntos formamos uma corrente muito firme e forte para ajudar os que estão em desespero. E assim aprendi o que é Healing.
Frida Kier Weingarten

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