 |
Depoimento de Márcia Friedenbach |
Eu me chamo Márcia Friedenbach, sou mãe de Liana. Acho que através da mídia muitos de vocês já sabem sobre esta tragédia; mas sobre isto eu não tenho condições de falar nada. Como falou o Rabino Adrián Gottfried, diante de tantos fatos somente o silêncio. Sinto-me muito grata por estar respeitada neste sentido, e por hora, estarmos “cantando” juntos, tem sido uma benção, um oásis no meio de tanta aridez.
“Ainda criança, Rabi Vorst foi enviado a um campo de concentração onde perdeu a mãe e um irmão. Em 5736 (1976) um dos seus filhos pequenos morreu atropelado. Rabi Vorst tentou por retratar por escrito seus sentimentos de luto e pesar. Os pensamentos que se seguiram levaram-no a concluir que deveríamos sempre cantar, mesmo nos momentos de grande tristezas.”
Quero dizer o quanto me senti acolhida pela comunidade, pelo grupo de HEALING, em especial agradecer a Esther Amarante pelo seu carinho, sensibilidade e bagagem pessoal com que tão bem soube me receber num momento tão delicado e frágil.
Bom gostaria de contar como foi o meu caminho até aqui. Estava em dezembro um mês depois do ocorrido, e eu me sentia em meio a um terremoto, quando um amigo, Lucia Chermont, me deu um folheto de HEALING, cujo tema naquele mês era justamente... “Leve o tempo necessário para viver o luto pela perda de alguém tão querido”.
Márcia Friedenbach
topo