Agenda – Shalo

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SIDURIM

Os livros de reza da Shalom refletem o nosso permanente desafio de transformar a experiência da prece numa oportunidade de constante crescimento espiritual. Assim, a Comunidade Shalom está comprometida permanentemente com a procura de novos desafios litúrgicos, inovando com textos, melodias, nigunim, meditações e preces.
A Comunidade Shalom, fiel aos seus compromissos de ser uma sinagoga igualitária, inclusiva e pluralista, adota toda a liturgia tradicional em hebraico, a língua franca do Povo Judeu, incluindo as matriarcas junto com os patriarcas, dando um teor positivo aos textos que são negativos e expandindo os textos que são limitados.
Nossas edições incluem além dos textos tradicionais em hebraico, uma nova tradução em português que, para poder expressar toda a profundidade da língua hebraica, utiliza diferentes termos em português para ilustrar uma mesma idéia litúrgica abrangente.
Os nossos Livros de Preces incluem também a transliteração de todos os textos e ainda leituras de inspiração e comentários para facilitar o acesso à nossa liturgia.

 

LITURGIA

Sidur Chadash, Sidur para receber o Shabat (2001)

Sidur Chadash, Sidur para manhã do Shabat e Iom Tov (2003)

Sidur Chadash, Sidur do Entardecer do Shabat (2002)

Sidur Chadash, Sidur do Entardecer do Shabat (2002)

Sidur Chadash para o dia-a-dia (2004)

Bircon Le Shabat: rezas de Shabat no Lar (2001)

Sidur para Crianças: Shabat Ieladim (2002)

Machzor Chadesh Iameinu Rosh Hashaná (2004)

Machzor Chadesh Iameinu Iom Kipur (2004)

O Sidur, o livro de preces, é o fruto de um processo dinâmico. Na verdade, foi somente no século IX que o seder, a ordem fixa das preces apareceu. Entretanto, por espelhar a vida judaica, o Sidur continuou mudando desde então até os tempos de hoje. Além disso, como o Sidur incorpora costumes estabelecidos há muito tempo, os judeus ashkenazim e os sefaradim têm o seu próprio Sidur. Para todos os judeus, entretanto, o Sidur é uma posse essencial e preciosa que guia a prece individual e grupal e oferece instrução religiosa. O Sidur nos conecta aos nossos ancestrais e à sua tentativa de se aproximar de Deus.
Alguns tem a noção de que todas as preces judaicas básicas foram compostas há muito tempo atrás, em algum período imaginário de grandeza judaica, um tempo de brilho e criatividade em que os ensinamentos, leis e costumes judaicos foram estabelecidos de uma vez por todas – e que essas preces foram então colocadas numa ordem e “congeladas” para todo o sempre, o que se tornou conhecido como o Sidur, a nossa “ordem” das preces.
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Na verdade, a primeira coletânea de preces judaicas de que se tem notícia foi compilada no século IX. Assim, o primeiro Sidur real escrito tem “apenas” 1100 anos de idade. Entretanto, os serviços de culto judaico já existiam muito antes pelo menos mil anos antes disto, ou até mais – se incluirmos as preces bíblicas.
Com o passar do tempo, muitas novas modificações do Sidur de Amram foram compostas, quase todas elas baseadas substancialmente no original de Amram, mas ampliadas e revigoradas com a expressão espiritual de novas gerações.
Particularmente depois da introdução de livros impressos de baixo custo, quando qualquer pessoa da congregação podia possuir seu próprio Sidur, as pessoas tinham a tendência de pensar sobre o livro de preces que tinham como algo infinito e eterno, datando talvez do tempo do Sinai.
Mas a verdade é outra. Os temas e a estrutura básica do livro de preces realmente datam da antiguidade (apesar que, certamente, não ao tempo do Sinai!), mas a linguagem das preces com as quais estamos mais familiarizados foi composta séculos mais tarde.
Geralmente as palavras que dizemos são meramente as versões populares da Babilônia, da época do Gaonim, versões que Amram registrou em seu livro. Outras preces e práticas de prece usadas por algumas congregações podem ser novas ou antigas, refletindo o pensamento e a experiência dos judeus que viveram na Espanha, Polônia, Alemanha ou na América Latina ou em Israel..
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O Sidur, apesar de não ser imutável, apresenta limites dentro dos quais nós temos liberdade de fazer mudanças
Conhecer o Sidur é conhecer a nós mesmos através do nosso próprio passado. Usar o Sidur em qualquer uma de suas versões ainda é ainda lutar com a mesma tarefa dos nossos antigos rabinos: receber a estrutura e os temas da prece judaica que tem sido transmitidos a nós e torná-los unicamente nossos.