Agenda – Shalo

fevereiro 2017
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VISÃO E VALORES

UMA SINAGOGA PLURALISTA, IGUALITÁRIA E INCLUSIVA

 

OBJETIVOS

O objetivo fundamental da Comunidade Shalom é a criar de uma Kehilat Kodesh, ou seja, uma  comunidade religiosa que possa dar apoio e encorajamento à busca espiritual de muitos que procuram um espaço para crescer espiritualmente e progredir judaicamente. A  sinagoga é dinâmica e viva, na busca permanente de sentido dentro dos valores judaicos.

 

COMUNIDADE ABERTA

A Comunidade Shalom é aberta e inclusiva, estará de portas abertas a todos os judeus e judias, sem qualquer tipo de preconceito. Homens como mulheres tem a possibilidade de se expressar e participar liturgicamente nos serviços religiosos, compartilhando as funções sinagogais.
Uma sinagoga igualitária que estimula a participacão das mulheres junto con os homens.

 

VALORES

Shalom aspira  transformar-se em um Beit Midrash, uma casa de estudos permanente, onde as pessoas encontrarão uma oportunidade constante e sistemática de estudo  judaico. Devemos retornar para a Torá, pois sem Torá o Judaísmo se converte em uma etnicidade vazia e deixa de ser uma experiência espiritual para enfrentar o mundo.

 

COMPROMISSO

O compromisso com a Lei Judaica, Halachá , será responsável e flexível com um marco normativo claro, incentivando o cumprimento das mitzvot dentro da linha Massorti mas num contexto sem qualquer tipo de coerção religiosa e sem dogmatismo.Procuramos a recuperação da tradição judaica como patrimônio por aqueles que sejam menos rígidos,mas não menos responsáveis, consistentes e apaixonados.Assim  Comunidade Shalom é norteada pelo objetivo de dar a chance de crescer espiritualmente a todos e a cada um dos seus integrantes.

Somos uma comunidade vibrante e participativa, que  recupera a idéia que há por trás do conceito de minian: vivenciar como o sabor das nossas preces muda,quando as mesmas palavras são pronunciadas na presença de outros judeus e judias. Na  Shalom a Tefilá, o Serviço Religioso, não será apenas uma experiência intelectual: haverá a possibilidade de explorarmos outras formas de expressão religiosa como nigunim, meditação, dança e trabalho corporal. A Reza não será um mero evento social, mas sim uma oportunidade para descobrir aquelas categorias descritas magistralmente por A..J. Heschel – admiração, mistério e  reverência .
A Comunidade Shalom é um ponto de hora a HONESTIDADE INTELECTUAL.
Se nós queremos um Judaísmo pleno, íntegro, não podemos aceitar uma ignorância artificial, porque nosso intelecto também merece respeito, da mesma forma que nosso espírito e nosso corpo. Solomon Schechter, um dos fundadores do movimento conservador, cunhou o termo “ignorância artificial” para descrever os esforços de algumas pessoas para não mostrar que o que eles acreditam não é exatamente verdadeiro. Ignorância artificial é o que alguns fazem quando insistem em que o universo tem apenas seis mil anos literalmente, ou quando afirmam que as mulheres que não freqüentam uma mikvá terão crianças com problemas.  Martin Buber, explica que a sinagoga não é só uma atitude mental: precisamos traduzir o significado da Torá, da nossa fé e das nossas preces, em ações. Só podemos alcançar a integridade se  convertermos a Comunidade Shalom numa casa trabalho solidário. Cada pessoa é convidada a dedicar uma parte do seu tempo para dar e trabalhar apropriadamente, de acordo com as suas capacidades, para a manutenção das comunidades imediata e extensa, para sermos fiéis e coerentes com a nossa vocação e missão de Tikun Olam: reparar, transformar e melhorar nosso mundo.
A Comunidade Shalom está inserida em na realidade brasileira e, portanto, estará preocupada com a mesma, dedicando parte de seu tempo e dos seus recursos para melhorar a qualidade de vida de nossos semelhantes e vizinhos, sem importar a religião, raça, sexo, credo ou idéias políticas.

A SINAGOGA INCLUSIVA INCENTIVA A COMPREENSÃO MAIS PROFUNDA ENTRE OS DISTINTOS CAMINHOS ESPIRITUAIS, ATRAVÉS DE DIÁLOGOS ECUMÊNICOS, VISANDO DESTACAR O QUE HÁ DE COMUM, AO INVÉS DE APROFUNDAR AS DIFERENÇAS, ULTRAPASSANDO O SENTIMENTO DE  “TOLERÂNCIA”  EM DIREÇÃO A UM SENTIDO DE  “APRECIAÇÃO”. VISAMOS SUPERAR AS ESTREITAS BARREIRAS DA ETNICIDADE, TRANSFORMANDO E ADAPTANDO O QUE HÁ DE MELHOR E MAIS NOBRE NAS TRADIÇÕES JUDAICAS ASHKENAZI, SEFARADI, ITALIANA, ALEMÃ, BRASILEIRA, NUMA SÍNTESE CRIATIVA QUE ELEVE E ACRESCENTE,  AO INVÉS DE DIMINUIR OU LIMITAR. A COMUNIDADE SHALOM ESTÁ COMPROMETIDA E É SOLIDÁRIA COM MEDINAT ISRAEL, O MODERNO ESTADO DE ISRAEL O ÚNICO CENTRO JUDAICO DE REFERÊNCIA E PERTINÊNCIA, MOTIVANDO O ESTUDO DA LÍNGUA HEBRAICA PARA PODER EXPRESSAR E ENTENDER O LINGUAGEM DE NOSSO  POVO.

Assembléia Rabinica

muheres

Mulheres e Mitzvot

Existe obrigação religiosa (Chiuv) observarem as mitzvot ?

Esta teshuvá foi aprovada em 29 de abril de 2014, por 15 votos a favor, 3 contra e 3 abstenções (15-3-3).  Yoré Deá 24:6 – Rabina Pamela Barmash

שאלה –Pergunta ao Comitê de Lei e Padrões Judaicos da Assembleia Rabínica

As mulheres judias são responsáveis por observarem as mitzvot das quais são tradicionalmente isentas? Existe Chiuv para as mulheres?

Resumo da resposta

A exclusão geral das mulheres de muitas mitzvot baseia-se na caracterização destas mitzvot como positivas e ligadas ao tempo.  Várias dessas razões derivam de uma ligação entre esta categoria e a exclusão de mulheres dessas mitzvot.  Entretanto, ocorre que esta categoria foi planejada para fins exegéticos (interpretativos formais, e somente mais tarde a categoria foi estendida a outras mitzvot das quais as mulheres já haviam sido excluídas.  Jamais foi um princípio generativo.   

Ao contrário, as mulheres foram excluídas porque tinham um status subordinado.   Elas eram isentas de mitzvot que os judeus eram obrigados a observar durante o curso do dia, da semana e do ano, porque os atos rituais essenciais  somente deveriam ser realizados por aqueles que ocupavam as camadas sociais mais altas, os que chefiavam suas próprias casas, os independentes, os que não eram subordinados a ninguém. 

Somente homens eram considerados como candidatos a honrar a Deus da maneira mais conveniente. As ações dos que eram subordinados honravam a Deus de forma menor e, portanto, as mulheres eram excluídas disto.  Além disto, questões ligadas a posição social em relações entre seres humanos e aqueles que ocupavam posição social mais alta perderiam sua dignidade se alguém de posição social inferior atuasse em seu nome. 

As mulheres tinham responsabilidades rituais dentro do lar porque os rabinos achavam que as mulheres tinham intelecto e capacidade para isto.  Era o status social que determinava se as mulheres estavam isentas de certas mitzvot. As mulheres também não estavam envolvidas em cerimônias rituais públicas, devida sua posição na hierarquia social. 

O envolvimento de mulheres na vida judaica litúrgica e religiosa mudou significativamente no ultimo século e ainda mais nas últimas décadas.  Elas aspiram a privilégios e responsabilidades  usufruídas pelos homens há milênios.  A halachá tem reconhecido que, quando os costumes sociais mudam de maneira significativa, a nova realidade social  requer uma reavaliação das práticas halachicas.  As circunstâncias históricas nas quais as mulheres foram isentadas das mitzvot positivas ligadas ao tempo não são mais operacionais e o movimento conservativo já há um século tem caminhado em direção de uma inclusão sempre maior das mulheres nas mitzvot.    

Na prática e no pensamento judaicos a classificação e a estima mais alta são para aqueles que são obrigados a cumprir as mitzvot.  Assumimos nas sinagogas, escolas e acampamentos conservativos educar homens e mulheres em igual observância das mitzvoth e esperar e pedir deles igual observância das mitzvot.

פסק-resolução
Mulheres e homens são igualmente obrigados a observar as mitzvot, com exceção de   mitzvot determinadas pela anatomia sexual

veja o texto completo http://rabbinicalassembly.org/sites/default/files/public/halakhah/teshuvot/2011-2020/womenandhiyyuvfinal.pdf

 

O Comitê de Lei e Padrões Judaicos da Assembleia Rabínica prove direcionamento em questões de halachá para o movimento Conservativo.  O rabino individual, entretanto, é a autoridade para a interpretação e aplicação de todas as questões da halachá.