Agenda – Shalo

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ISRAEL 68 anos: Olhar o Milagre. Prédica de Rabino Adrián Gottfried (Yom Hatazmaut 2016)

ISRAEL 68 anos: Olhar o Milagre

Prédica de Rabino Adrián Gottfried por ocasião de Yom Hatazmaut 2016

Eretz2017

Zygmunt Bauman que é um sociólogo polonês de origem judaica, hoje com 90 anos é professor da Universidade de Leeds na Inglaterra e da Universidade de Varsóvia. Bauman criou o conceito de modernidade líquida, ou seja, de fluidez, de volatilidade, de incerteza e insegurança.

É nesta época que todos os referenciais morais da época anterior, denominada pelo autor como modernidade sólida, são retiradas de palco para dar espaço à lógica do aqui e agora, do consumo imediato, e da artificialidade.”  Assim nas relações líquidas os vínculos deixam de ter aspecto de união e passam a ser mero acúmulo de experiências no mundo que se deu por chamar de pós-moderno.

Hoje ao celebrar Yom Hatzmaut ou Chag Hatzmaut gostaria de resgatar uma outra ideia de Zygmunt Bauman. A que explica que (em 2016) se torna cada vez mais importante e mais relevante para o indivíduo, para o nosso próprio desenvolvimento individual, a necessidade de uma comunidade para nos realizarmos. Não podemos nos desenvolver de maneira fechada, encerrada, egocêntrica e egoísta. Necessitamos dessas duas coisas que aparentemente são opostas, mas são necessárias: precisamos de mais autonomia e de mais comunidade. ”

O moderno Estado de Israel e também a nossa comunidade são necessários para nosso próprio crescimento judaico e espiritual. Vou explicar porque precisamos visitar mais Israel, conhecer e aprofundar nosso vínculo.

* Comunidade Shalom- Comunidade de relacionamentos.

* NOAM- 9 madrichim em Shnat e Festa de Yom Haatsmaut amanhã  – são exemplos de como o movimento juvenil da Shalom nos inspira e nos motiva a nos conectarmos com Israel e com o Sionismo.

* O esforço de 20 entidades chamado Grupo União Iom Haatsmaut- O maior objetivo é trazer Israel mais perto do Brasil, não apenas da comunidade judaica, mas de todos os brasileiros.

AGÊNCIA JUDAICA, BETH EL, BNEI BRITH, CIP, CONIB, CONSULADO DE ISRAELEL AL, FISESP, FUNDO COMUNITÁRIO, HEBRAICA, ISRAEL BONDS , KKLMASA, NAAMAT PIONEIRAS, SINAGOGA RENASCENÇA, ALBERT EINSTEIN, UNIBES, WIZO, ARQUIVO HISYORICA e a nossa Comunidade SHALOM.

A palavra “bandeira” corresponde a duas palavras diferentes em hebraico.  A mais usada é “degel”, derivada de uma palavra babilônica que significa “olhar”.

Em Cântico dos Cânticos 2:4, ouvimos “Heviani el beit hayayin vediglo alai ahava”, Ele me levou à sala de banquetes e sua bandeira sobre mim é amor.  Entretanto, pode-se traduzir a segunda parte do verso como seu olhar sobre mim é amor.

As bandeiras nos comovem de tal maneira que não é possível se explicar por seu valor material, como um pedaço de pano, como um modelo simples.  Quando olhamos estas bandeiras de Israel tremulando à brisa morna de Jerusalém, estamos nos recordando da história e da significância dos últimos 68 anos.

Que esta bandeira possa ter sido desfraldada na terra milenar é um milagre, o que nos remete à segunda palavra hebraica para “bandeira”: “nes”.

“Nes” também significa milagre. A palavra “bandeira” para alguém que fale hebraico significa essencialmente ver um milagre.

Israel é o maior projeto do povo judeu do momento e nos últimos dois mil anos, a arena mais importante já disponível para testarmos nossos valores judaicos e colocarmos em prática nossos ensinamentos judaicos. Precisamos dele.  E ele precisa de nós.

Este é o cerne da questão para mim.  Eu acredito que a sobrevivência e a prosperidade dos judeus no mundo, inclusive aqui no Brasil e na América Latina, dependemos da existência e da vitalidade do Estado de Israel. Judaico e democrático.

Acredito que o florescimento da civilização judaica no mundo depende da íntima interação com o “centro espiritual” do povo judeu na Terra de Israel.

Estou convencido de que os judeus são herdeiros de uma história única, que somos responsáveis por levar adiante e – por causa da história, da tradição e da fé – parceiros em um pacto que visa trazer mais justiça e compaixão ao mundo.

A descrição de Israel como reshit tzmichat geulateinu “o princípio do florescer de nossa redenção” é uma prece, não um clamor factual; ela nos recorda que, como parceiros da aliança, nós judeus do mundo inteiro temos que trabalhar por isto.

O Estado soberano e democrático de Israel permite alcance e responsabilidade grandiosos para o cumprimento do pacto – a chance de aplicar os ensinamentos da tradição judaica a circunstâncias sem precedente e unir a melhor filosofia judaica com pensamento e especialização na mesma arena:  saúde e educação, política externa e sistema de previdência, tratamento a minorias não judaicas, relações de guerra e paz e uso apropriado dos recursos do planeta.

O impacto de Israel, em alguns aspectos tem sido extraordinário.  Em outras áreas, suas deficiências são evidentes.  A dificuldade que judeus e gentios têm de perdoar e relevar os pecados e falhas, testemunham um padrão de expectativas incomumente altos, quando se trata de Israel.

Os judeus desejam profundamente que o Estado – que representa judaísmo aos nossos olhos – aja corretamente e alguns ficam doentes quando ele age erroneamente ou de maneira injusta ao nosso ver.

Muitos cristãos veem os judeus como o povo de Deus, que voltou com a ajuda de Deus a Terra Santa de Deus, obrigado a viver sob as ordens das Escrituras Sagradas de Deus.

Alguns indivíduos e nações, é claro, desejam que o Estado desapareça. Israel tem inimigos. Por isso temos a obrigação de nos esforçarmos ao máximo para salvaguardar as chances de sucesso e fazer com que a hatikvá, a esperança do pacto, se concretize.

Como podemos fazer isto? Indo mais para Israel.

Não apenas jovens em Taglit que é ótimo ou os líderes de entidades. Mas famílias e indivíduos, jovens e idosos, judeus e não judeus.

Temos que recolocar Israel no nosso próprio mapa de viagens a realizar. Vamos nos assegurar que muitos mais tenham a oportunidades de conhecer a realidade de Israel, maravilhosa, estonteante, que muda todos os dias – e, desta forma, venham a amá-lo, cada um à sua maneira.

Explicar Israel é difícil, porém, Woody Allen pode nos ajudar. Ele explica que “Ter talento é sorte. O importante na vida é ter coragem.” – Israel foi criado pela coragem de muitos desde Hertzl a Ben Gurion, De Golda Meir a Rabin até cada um dos 8,5 milhões de habitantes que hoje moram lá.

Nós precisamos de comunidade, nós precisamos de Israel. Vamos aproveitar Yom Hatzmaut para nos motivar e agenda a nossa próxima viagem.

Shabat Shalom ve Chag Hatazmaut Sameach

Rabino Adrián Gottfried

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