Hezbolah
O Hezbolah não faz segredo de seu objetivo, especificamente a destruição de Israel. Cometeu um ato de guerra cruzando a fronteira internacional e atacando soldados em Israel e seqüestrando dois deles. Deflagraram a guerra lançando indiscriminadamente mísseis nas cidades israelenses.
Desde o final de 1982, o Irã enviou combatentes para ajudarem na formação de um movimento islâmico revolucionário no Líbano. O grupo muçulmano shiita que surgiu foi o Hezbolah. Liderado pelos clérigos religiosos, a organização aspira à criação de uma teocracia do tipo da iraniana no Líbano e, em última instância, estabelecer um governo islâmico em todo o mundo árabe. Nos últimos anos, o Hezbolah se tornou parte do processo político libanês, mas também usa o terror como um meio de alcançar suas metas.
Com a infra-estrutura organizacional desenvolvida, o Hezbolah, com a assistência Síria e iraniana, começou a estabelecer uma ampla rede militar na área de Ba’albek. Suas milícias, desde então, se espelharam pelas cercanias de shiitas ao sul e a oeste de Beirute, assim como ao sul do Líbano.
O Hezbolah repetidamente enviou ações terroristas contra israelenses e lançou foguetes sobre o norte de Israel. Os israelenses não estavam seguros nem fora de seu país. Em 1992 e em 1994, o Hezbolah bombardeou a embaixada israelense e a AMIA em Buenos Aires. Oito dias depois do bombardeio à AMIA, a embaixada israelense em Londres foi atacada por carro bomba, por dois palestinos ligados ao Hezbolah.
De acordo com o Hezbolah, os Estados Unidos eram culpados por muitos dos problemas do país. Israel era visto como uma extensão dos Estados Unidos e um poder estrangeiro no Líbano. A ameaça imediata é para Israel, mas o Hezbolah também ameaçou repetidamente os norte-americanos. Eis uma lista parcial:
1982-1988 – O Hezbolah manteve David Doge, presidente da Universidade Americana em Beirute, preso durante um ano; seqüestrou e matou Malcom Kerr, um norte-americano nascido no Líbano, que era presidente da Universidade Americana de Beirute; seqüestrou Jeremy Levin, diretor da CNN em Beirute, que mais tarde escapou; manteve o Reverendo Benjamin Weir por 16 meses; prendeu o diplomata William Buckley e nunca mais se ouviu falar nele; seqüestrou Frank Reed, diretor da Universidade Americana de Beirute e o manteve preso por 44 meses; manteve Joseph Cicippio, da Universidade Americana em Beirute por 5 anos e seqüestrou e matou o Coronel William Higgins, chefe norte-americano da Organização de Supervisão de Trégua das Nações Unidas.
18 de abril de 1983 – um caminhão bomba explodiu na frente da embaixada norte-americana em Beirute, matando 63 funcionários, incluindo o diretor para o Oriente Médio da CIA e ferindo 120.
23 de outubro de 1983 – Um caminhão carregado de bombas chocou-se com a entrada do quartel general dos marines americanos em Beirute, matando 241 soldados e ferindo 81.
12 de abril de 1984 – o Hezbolah bombardeou um restaurante próximo à base das forças aéreas norte-americanas em Torrejon, Espanha, matando 18 funcionários e ferindo 83 pessoas.
20 de setembro de 1984 – Um homem-bomba atacou a embaixada norte-americana no lado leste de Beirute, matando 23 pessoas e ferindo 21.
4 de dezembro de 1984 – Terroristas do Hezbolah seqüestraram um avião da Kwait Airlines e mataram os passageiros norte-americanos Charles Hegna e William Stanford.
14 de junho de 1985 – membros do Hezbolah seqüestraram um avião da TWA, e mataram Robert Stethem, um mergulhador da marinha norte-americana.
É trágico que cidadãos libaneses sejam feridos, mas os únicos que demonstram preocupação por não-combatentes são os israelenses, que apontam seus ataques diretamente para onde eles sabem que o Hezbolah tem bases. O Hezbolah não tem preocupação com inocentes e é por isto que opera dentro de vizinhança residencial. É claro, eles se preocupam menos ainda com inocentes judeus do que com seu próprio povo e atiram seus mísseis indiscriminadamente em direção das cidades israelenses.
Diplomatas são chamados para intervir politicamente, mas o que Israel deve negociar com um grupo voltado à sua destruição? A resposta dos diplomatas é capitular às demandas do Hezbolah e trocar dúzias de prisioneiros árabes por dois soldados, uma fórmula que daria aos terroristas um incentivo para continuar a capturarem israelenses e não fazer nada para eliminar o perigo que o Hezbolah agora estende ao coração de Israel. Os diplomatas também apelam aos principais poderes para que dêem passos na direção de cessar a violência, e sessões de emergência são convocadas na ONU. Porém, já vimos este filme antes. De fato, o mundo veio com uma “solução” diplomática em 2004 – a Resolução 1559 do Conselho de Segurança da ONU. A resolução especificamente dispõe que o governo libanês desarme o Hezbolah e posicione seu exército no sul. A comunidade internacional, no entanto, não fez nada para reforçar esta resolução, e o governo libanês se mostrou incapaz e/ou pouco disposto a cumprir suas obrigações.
A violência somente pode ser parada se houver uma mensagem clara, unificada dos líderes mundiais de que o terrorismo e os atos de guerra não provocados contra nações soberanas não serão tolerados. Deve ser permitido a Israel eliminar o perigo representado pelo Hezbolah. Então o Hezbolah deve libertar os soldados israelenses incólumes, e o governo libanês deve implementar a resolução 1559 da ONU. Se a comunidade internacional quiser terminar com a crise em longo prazo, deve estar preparada para lidar com os países que ajudaram a precipitar esta guerra, os patronos do Hezbolah na Síria e no Irã.
Agora Israel vem sendo criticado por responder “desproporcionalmente”, mas o que seria uma resposta proporcional para um grupo terrorista que está tentando destruir você? Israel deveria lançar indiscriminadamente mísseis sobre o Líbano porque isto seria equivalente àquilo que agora o Hezbolah vem fazendo? O que fariam os Estados Unidos se foguetes fossem lançados sobre suas cidades?
Alguns países também estão pedindo a Israel que faça restrições. Alguém acredita que a França faria qualquer restrição se suas cidades estivessem sob ataque? Pergunte ao povo da Costa do Marfim, milhares de milhas distante, sobre as proibições da França lá. E sobre a idéia russa de restrição? Já vimos diretamente suas restrições com relação aos terroristas em Moscou e o processamento da guerra na Chechênia. Estes países não têm autoridade moral para ensinar Israel.
A mídia tem devotado muita atenção às imagens dos libaneses. Temos visto muito pouco do dano em Israel ou entrevistas com famílias israelenses forçadas a viver em abrigos. Toda reportagem tem mencionado os cidadãos brasileiros que estão no Líbano, mas nada tem sido dito sobre os milhares de brasileiros em Israel que estão em perigo por causa dos ataques com mísseis do Hezbolah.
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