Proporcionalidade
Israel busca a paz e ainda espera passos dos líderes dos palestinos e outros estados árabes em guerra com Israel, em direção ao exemplo dado por Anwar Sadat, e pelo Rei Hussein, ao cessarem seu apoio ao terror e reassumirem as negociações. Até que isto aconteça, Israel deve tomar medidas prudentes de segurança para proteger seus cidadãos.
Ao responder aos atos de guerra perpetrados pelo Hamas e pelo Hezbolah, Israel lançou uma campanha militar para terminar com a ameaça representada por esses dois grupos terroristas que seqüestraram soldados israelenses e lançaram mísseis sobre a população civil de Israel. Ao processar a guerra, Israel se viu sob fogo-cruzado por usar força “desproporcional”, mas como se determina o uso proporcional de força militar?
Uma vez que o Hezbolah fixou como objetivo a destruição de Israel, a destruição do Hezbolah não é uma resposta apropriada? Os mísseis lançados sobre cidades palestinas e libanesas não seriam proporcionais aos ataques do Hamas e do Hezbolah ao norte e ao sul de Israel? Vocês podem imaginar algum crítico de Israel aceitando essas respostas?
Quando terroristas palestinos plantam bombas nos centros comerciais israelenses, e matam, e ferem dúzias de civis, a “resposta proporcional” seria os israelitas jogarem bombas nos centros comerciais palestinos? Ninguém em Israel acredita que isto seria um uso legítimo de força. Deste modo Israel se vê frente à necessidade de agir contra alvos específicos, em um esforço tanto para deter a violência palestina como parar com ela.
O que os Estados Unidos fariam com terroristas que bombardeassem alvos civis? Depois de 11 de setembro, vimos que os Estados Unidos agiram como Israel lançando ofensivas militares contra os terroristas. As forças armadas dos Estados Unidos usaram uma força de dominação e, apesar de eles nunca alvejarem civis, alguns foram inadvertidamente mortos. Os norte-americanos acreditam na doutrina de Colin Powell, que diz que “A América deve lutar com toda a força disponível, ou então não fazer nada”.
Os Estados Unidos usam força total contra seus inimigos, apesar de a ameaça estar distante e não representar perigo à existência da nação ou da segurança imediata de seus cidadãos. O perigo que Israel enfrenta é imediato em proximidade física e de tempo, e representa um perigo direto para os cidadãos israelenses. Mais de mil mísseis caíram sobre cidades de Israel, não em instalações militares, mas em seus centros civis. Aproximadamente um milhão de israelenses fugiu para o sul, ou estão vivendo em abrigos antiaéreos. Ainda assim Israel não utilizou todo o seu poder, como ordenado pela doutrina de Powel. O uso da força tem sido preciso e prudente.
Os soldados israelenses não miram deliberadamente alvos não combatentes. A morte de inocentes é a meta dos terroristas libaneses e palestinos.
As atividades do Tzahal são governadas por uma política anuladora de restrição e uma determinação de tomar todas as medidas possíveis para prevenir danos a civis inocentes.
Nenhum inocente libanês ou palestino estaria em perigo se a Autoridade Palestina tomasse medidas para cessar o terrorismo, e se o governo libanês tivesse cumprido o estipulado pela resolução 1559 do Conselho de Segurança da ONU, conclamando o desarmamento do Hezbolah e o desenvolvimento do exército libanês no sul do Líbano. Israel não teria razão alguma para ações militares se seus cidadãos não estivessem sob perigo constante.
Nenhum inocente palestino ou libanês estaria em perigo se os terroristas não tivessem deliberadamente se escondido entre eles. Se os pacifistas palestinos e libaneses impedissem que os terroristas vivessem entre eles, Israel não teria razão para se aproximar.
É uma tragédia sempre que vidas inocentes são perdidas, e os israelenses têm consistentemente expressado sua tristeza pelas vítimas árabes. Em contraste, quando israelenses inocentes são mortos por terroristas, o Hamas e o Hezbolah fazem passeatas para celebrar as mortes.
Como democracia, quando os soldados israelenses cometem erros em batalha são convocados para prestar contas desses erros. Naquelas ocasiões quando não-combatentes são feridos sem intenção, são feitas investigações e o público israelense debate as ações dos militares.
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