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Fotos - Sucot
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Sucá em casa...

sucot» O grupo Lilmod U´Lelamed preparou uma programação especial para as comemorações de Sucot.

Além da sucá habitualmente construída na Shalom, este ano teremos sucot em casas de membros de nossa comunidade.

A partir da avaliação de diferentes projetos, que envolveram profissionais das áreas de arquitetura e design, foi escolhido o modelo que está sendo produzido por empresa especializada. 

A sucá segue padrões haláchicos, tem um mecanismo que permite sua montagem em pouco tempo e é de fácil armazenamento.

E as sucot não são só para se ver! Cada dia da semana serão desenvolvidas atividades com temas relacionados aos diferentes significados do chag.

Programação (pdf)

Veja as fotos

 

Sucot

O mês de Tishrei é um mês muito festivo na tradição judaica.

Começamos ele com Rosh Hashaná, dez dias depois temos Iom Kipur, encerramos Iom Kipur montando a estrutura básica da Sucá para a festa de Sucot e, um dia depois de Sucot, festejamos Simchat Torá.Sucot começa no dia 15 de Tishrei e dura uma semana em Israel e oito dias na diáspora. Chag Sucot quer dizer festa das Cabanas, mas esta festa recebe também outros nomes como: Chag Haassif (festa da colheita), Zman Simchateinu (momento de nossa alegria) e Hechag "A festa".

Em Sucot lembramos de dois momentos importantes para nosso povo: quando eles caminharam por 40 anos no deserto do Sinai, antes, e moraram em cabanas; e quando, já na Terra de Israel, eles trabalhavam como agricultores e, na época da colheita, construíam cabanas perto do campo e lá moravam até que a colheita terminasse. Assim, Sucot está ligada a um evento histórico e também à agricultura.

Para festejarmos Sucot, construímos uma Sucá e durante uma semana passamos a realizar a maioria das atividades dentro dela: comemos, estudamos e às vezes, até dormimos dentro dela. A Sucá não pode ser uma construção sólida e permanente, ela tem que transmitir seu caráter temporário que tinha antigamente. Suas paredes podem ser construídas de várias formas mas o telhado é especial: ele é formado de ramos de plantas, com espaços entre eles para que, durante a noite, possa-se enxergar as estrelas.

Para refletir em família:

Sucot: Duas importantes lições

Se quisermos entender Sucot, devemos falar de chuva. Para moradores da cidade e do subúrbio, a chuva geralmente é tida como uma interrupção de certas atividades, um fenômeno que demanda uma proteção especial. Mas em Sucot, precisamos pensar na chuva de uma maneira diferente. Para quem trabalha com agricultura, chuva significa vida. É ela que nutre e sustenta o crescimento dos alimentos. Em Israel, ao contrário do Brasil, a chuva é um evento previsível: durante o inverno deve chover, mas em todo o resto do ano, não. Sucot acontece às vésperas do inverno chegar em Israel, logo antes de começar a estação chuvosa. Por esta razão, ela era considerada o evento de maior importância no calendário judaico.

Em sua forma primitiva, Sucot era um feriado em que os judeus pediam por chuva. Isso era feito com muita alegria e pompa. Na época do Templo, os judeus vinham de todas as partes do mundo para trazer suas oferendas e para festejar. Música, dança, menorot gigantes, tochas e sacrifícios especiais compunham um verdadeiro espetáculo para a festa. A conexão agrícola prevalecia nas práticas judaicas da época do Templo. Os judeus agricultores queriam que sua religião produzisse resultados simples, porém efetivos. Presentes e rituais especiais, eram tidos como processos de causa e efeito para garantir a chegada das chuvas de inverno.

Hoje em dia, o aspecto de Sucot como uma festa de rituais que pedem pelas chuvas foi reduzido. Mas para nós que vivemos em áreas urbanas, onde as paredes nos protegem das mudanças climáticas, o significado agrícola de Sucot nos desperta para valores que são facilmente ignorados. Ele provoca nossa reconexão com o ecossistema e nossa conscientização de que, apesar de vivermos num ambiente cuidadosamente controlado, somos todos passageiros na "Espaçonave Terra". Os ritmos da natureza e seu equilíbrio ainda afetam nossas vidas. Esse é o primeiro dos ensinamentos importantes de Sucot.
...SOMOS TODOS PASSAGEIROS DA "ESPAÇONAVE TERRA".
OS RITMOS DA NATUREZA E SEU EQUILÍBRIO AINDA AFETAM NOSSAS VIDAS.

Quando passamos algum tempo na Sucá, temos uma chance única de experimentar o mundo natural. Ficamos sob a influência dos ventos e da chuva, do calor e do frio, da luz do sol e da luz da lua; pássaros e insetos interagem diretamente conosco, como também aquilo que vamos comer. Somos lembrados de nossa dependência em relação à natureza, e da necessidade de protegê-la.

Mas, assim como em Pessach, em Sucot também somos convidados a vivenciar a experiência do povo judeu, que viveu em cabanas no deserto, ao sair do Egito. É a partir desta experiência que tiramos o segundo importante ensinamento de Sucot. Ao passarmos algum tempo na Sucá, podemos entender um pouco o processo de transformação por que passaram os judeus, de um grupo de escravos para um povo abençoado. Ser judeu é pertencer a uma história judaica e aceitar uma parte da responsabilidade de nossa missão histórica, qual seja, a transformação do mundo, de um lugar de escravidão e sofrimento, num lugar de paz e prosperidade. Sucot cria um momento de história viva.

Assim, essa semana de celebração envolve esses dois temas: a chegada da estação de chuvas e nossa fuga do Egito. Através dela, reconhecemos nossa dependência em relação a Deus e aos processos naturais por ele promovidos, revivendo a história de nossa libertação nacional.

A hora das crianças

Em Sucot, uma atividade divertida para fazer com as crianças é decorar a Sucá. Você pode pendurar frutas e vegetais coloridos, cartazes, correntes, o que sua imaginação inventar. Abaixo ensinamos como fazer uma espiral colorida:

Pegue uma folha de papel colorido e comece a desenhar um círculo no centro, mas ao invés de completá-lo, transforme-o em uma espiral e continue com ela até alcançar as bordas do papel. Termine a espiral com uma ponta. Então corte acompanhando a linha desenhada. Faça um pequeno furo no centro do papel e passe por ele um fio (naylon ou barbante), para pendurar o enfeite.

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